Do Tupi Antigo ao STF: Nheengatu escreve a Constituição do Brasil

São Gabriel da Cachoeira / AM

Evento terá a participação de diversas autoridades e integra uma série de atividades da ministra Rosa Weber dedicadas aos povos originários no estado.

A Constituição Federal recebeu uma versão em nheengatu, uma língua indígena derivada do tupi antigo. A tradução contou com a participação de indígenas bilíngues e será lançada esta na próxima quarta-feira (19), em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, pela ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra Cármen Lúcia também participará do evento, que integra uma série de atividades das ministras no estado dedicadas aos povos originários.

Edilson Martins, nascido nas margens do Rio Içana e falante do idioma Baníwa, foi um dos tradutores da Constituição para o nheengatu. Martins, que se formou em Letras pela Universidade Federal do Amazonas e concluiu um mestrado em Linguística na Universidade de Brasília, dedicou-se a difundir conhecimento entre as comunidades indígenas.

O projeto de tradução contou com a participação de um grupo de 15 tradutores e consultores, incluindo indígenas bilíngues, advogados e representantes do Tribunal de Justiça do Amazonas. Durante três meses, eles se dedicaram diariamente a interpretar e buscar sinônimos para as expressões jurídicas da Constituição brasileira. A ministra Rosa Weber foi fundamental na realização do projeto.

A tradução da Constituição para o nheengatu busca efetivar a igualdade, garantindo o acesso à informação e à justiça para os povos indígenas. O idioma nheengatu foi formado através do contato entre indígenas de diferentes etnias durante o período colonial, com influência dos portugueses e dos missionários religiosos.

Segundo dados do Censo do IBGE de 2010, o Brasil possuía 274 línguas indígenas na época, faladas por uma população de 817.963 mil indivíduos de 305 etnias. Esses números serão atualizados com o Censo de 2023. A iniciativa de tradução da Constituição para o nheengatu é o primeiro passo em direção à valorização e preservação dos idiomas indígenas, evitando sua extinção.

Além disso, o projeto de tradução será reproduzido para outras línguas indígenas, como parte dos esforços para fortalecer a discussão e a valorização desses idiomas no Brasil.

O trabalho de tradução demandou intenso esforço ao longo dos meses, com profissionais de Direito disponíveis 24 horas por dia para tirar dúvidas. A tradução exigiu fluência nos dois idiomas, além do conhecimento cultural que aproxima e distancia as realidades linguísticas. A Academia de Nheengatu forneceu falantes nativos da língua para o projeto.

Você sabia que a Constituição Federal do Brasil foi traduzida para o nheengatu, uma língua indígena derivada do tupi antigo? Essa tradução contou com a participação de indígenas bilíngues e será lançada essa semana pela ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF).

Edilson Martins, um indígena falante do idioma Baníwa, nasceu nas margens do Rio Içana e foi um dos tradutores da Constituição para o nheengatu. Ele é formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas e possui um mestrado em Linguística na Universidade de Brasília. Martins tem se dedicado a difundir conhecimento entre as comunidades indígenas.

O projeto de tradução envolveu um grupo de 15 tradutores e consultores, incluindo indígenas bilíngues, advogados e representantes do Tribunal de Justiça do Amazonas. Durante três meses, eles se dedicaram diariamente a interpretar e buscar sinônimos para as expressões jurídicas presentes na Constituição brasileira. A ministra Rosa Weber desempenhou um papel fundamental na realização desse projeto.

A tradução da Constituição para o nheengatu tem como objetivo promover a igualdade, garantindo o acesso à informação e à justiça para os povos indígenas. O nheengatu é uma língua que se formou através do contato entre indígenas de diferentes etnias durante o período colonial, com influência dos portugueses e dos missionários religiosos.

De acordo com o Censo do IBGE de 2010, o Brasil possuía 274 línguas indígenas faladas por uma população de 817.963 indivíduos de 305 etnias. Esses números serão atualizados com o Censo de 2023. A iniciativa de traduzir a Constituição para o nheengatu é o primeiro passo em direção à valorização e preservação dos idiomas indígenas, evitando sua extinção.

Além disso, o projeto de tradução será reproduzido para outras línguas indígenas como parte dos esforços para fortalecer a discussão e a valorização desses idiomas no Brasil.

O trabalho de tradução exigiu um intenso esforço ao longo dos meses, com profissionais de Direito disponíveis 24 horas por dia para tirar dúvidas. A tradução exigiu fluência nos dois idiomas, além do conhecimento cultural que aproxima e distancia as realidades linguísticas. A Academia de Nheengatu forneceu falantes nativos da língua para o projeto.

Agenda

Após o lançamento da Constituição Federal na língua Nheengatu, a presidente do STF participará da sanção da Lei Estadual de co-oficialização das línguas Indígenas e instituição da Política Estadual de Proteção das línguas indígenas no Estado do Amazonas. Em seguida, ela receberá o 1º Protocolo de Consulta da Federação das Organizações dos Povos Indígenas do Rio Negro, na Maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

À presidente Rosa Weber será apresentada, na sede do Instituto Socioambiental (ISA), a “Carta de São Gabriel da Cachoeira”, documento que será levado para análise do Fórum Nacional do Poder Judiciário para Monitoramento e Efetividade das Demandas relacionadas aos Povos Indígenas (Fonepi). Ela participará ainda de uma Roda de Conversa com Indígenas Comunicadores da Rede Wayuri.

Essa iniciativa é um marco importante na valorização e preservação dos idiomas indígenas no Brasil, promovendo a inclusão e o acesso dos povos indígenas à informação e à justiça.

Foto: Chico Batata/TJAM

Redação Rádio Yande

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