Indígenas da etnia Pataxó impedem empresa Suzano Celulose de destruir meio ambiente em Prado, BA.

22 SET 2015
22 de Setembro de 2015
Na manhã da última segunda-feira (21/09), cerca de 300 indígenas ocuparam a fazenda Nedila, localizada no município de Prado na Bahia, local esse onde estão sendo realizado a monocultura do eucalipto. A principal reivindicação dos indígenas é que parem de imediato o plantio, que vem causando grande destruição ao meio ambiente. Ainda não está em fase adulta mas já se vê os efeitos nocivos aos seres humanos, fauna e a flora.
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Os rios estão sendo fechado para construção de barragens, as nascentes estão sendo aterradas e a mata atlântica está sendo derrubada incessantemente por enormes máquinas que trabalham diuturnamente.
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Os indígenas acusam os órgãos responsáveis pela liberação e fiscalização, como a secretaria do meio ambiente do Prado e o instituto Chico Mendes (ICMBIO), por conivência no mínimo negligência nessa situação. Os indígenas fazem uma dura acusação contra a prefeita Mayra Brito, de ser ante indígena e por isso autorizou o plantio do eucalipto, pois dessa forma destruirá os povos. Afinal sem água e sem alimento não há vida.
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As comunidades garantem que empreendimentos implantados dessa maneira também são causadores de graves conflitos sociais, violações de direitos humanos e prejuízos ambientais irreparáveis. Nessas circunstâncias quem autorizou desmatar o entorno da terra indígena também está desrespeitando e golpeando a Constituição Federal de 88 e conflitando com a convenção 169 da OIT. É importante lembrar que todas as Leis, sejam dos municípios e/ou dos estados NÃO podem entrar em contradição e ferir Constituição Federal do Brasil.
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Dessa forma repudiam qualquer tentativa de desqualificar e criminalizar o movimento coletivo. Nesse momento, tudo que querem é ser informados sobre esse projeto que está afetando diretamente as comunidades. Querem que tudo seja resolvido em concordância com as Leis. Os mesmos exigem que os Art. 231 e 232 da Constituição Federal do Brasil sejam respeitosamente observados corretamente, interpretados e integralmente aplicados em favor do direito da justiça e da paz nos territórios indígenas.
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Exigem a presença dos órgãos como FUNAI, Secretaria do meio ambiente do município do Prado, ICMBIO, Responsáveis da empresa Suzano e setores responsáveis, solicitam também a presença da imprensa para denunciar as violações cometidas contra os povos indígenas.
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No momento encontra-se cerca de 10 máquinas agrícolas de propriedade da empresa Suzano sob reponsabilidades dos indígenas, objetivo para dar visibilidade ao movimento e garantir uma ação efetiva dos órgãos.

 Fonte: Prado Online
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