Entidades religiosas podem ser proibidas de exibir documentário sobre infanticídio produzido com truques cinematográficos de hollywood

12 MAI 2015
12 de Maio de 2015
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) pediu que a Justiça proíba a veiculação do documentário Hakani – A história  de uma sobrevivente realizada por entidades religiosas. Filmado com truques cinematográficos de hollywood acaba mexendo com a opinião publica.

Conhecido por gerar desconforto pela falta de conhecimento sobre a temática, acusado de incitar o ódio e aumentar o preconceito contra comunidades indígenas. A história de Hakani é um drama reproduzido nas redes sociais causando controvérsias desde que foi lançado. É possível ver comentários como: "São animais merecem ser queimados vivos" ou "indígenas miseráveis".Muitas pessoas acreditam que passa de uma gravação real e não uma simulação, o que gera muita polêmica e até mesmo declarações indignadas de quem assiste. 

Na página de divulgação principal do filme aparece o seguinte aviso sobre o making of: "Nenhuma criança se feriu durante as filmagens. As cenas de enterro, apesar de parecerem reais, foram feitas com truques cinematográficos de Hollywood. O diretor do filme, David L. Cunningham, utilizou bolo de chocolate esfarelado para parecer terra. Uma brincadeira foi feita então, onde as crianças foram convidadas a comer a “terra” de chocolate e então, com truques de fotografia e edição, as cenas de enterro foram produzidas. A criança que interpreta a pequena Hakani bebeu leite com chocolate que imitava uma poça de lama, e comeu balas de goma em formato de minhoca!''.

O pedido do MPF faz referência ao posicionamento da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) na nota sobre o documentário: “Não é uma campanha pró-vida, mas uma tentativa de criminalização das coletividades indígenas, colocando-as na condição permanente de réus”. Por causa dos danos causados pela exibição do documentário, o MPF solicitou a suspensão imediata da veiculação por meio de liminar.


Redação Yandê

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