Tupinambás, Tupiniquins, Aymorés (botocudos), Kamakãs – Tupinambás de Olivença. Eis-me aqui!

04 AGO 2015
04 de Agosto de 2015
Interessante as opiniões existentes em relação à etnia indígena Tupinambá de Olivença, vários historiadores, pesquisadores, curiosos contraditórios, que se dividem de acordo os interesses na identificação étnica de um povo que há mais de 500 anos vivem massacres genocidas e etnocidas, preconceitos e discriminações fruto de uma história obscura e sangrenta, e os descendentes ou simpatizantes dos invasores portugueses tentam até hoje, suprimir uma nação que ao longo desses anos teima pelo direito a vida.

Ser Tupinambá de Olivença é representar todas essas etnias que foram unidas pelo sofrimento. É manter viva a identidade ancestral e não as denominações genéricas que caracterizam modos de viver diferente, salientando que existem também entre os Tupinambás de Olivença, descendentes afros e europeus advindos do cruzamento com o indígena, muitos ocasionados pela violação dos direitos humanos, como por exemplo, o estupro.

Negar a existência de um povo é subtrair a verdadeira história do Brasil é a continuidade do colonialismo e da ignorância que assola as mentes corrompidas pela alienação de um sistema maquiavélico criado para sustentar a verticalidade entre os seres humanos, o famigerado PODER do perde e ganha.

A aceitação dos fatos é a demonstração do conhecimento fundamentado, e a negação do mesmo demonstra a puerilidade, a fraqueza de sabedoria e a falta de cultura. Acreditar que o “índio” de verdade é aquele que possui olhos puxados, cabelos lisos, e pele avermelhada, e que não fala outro idioma é comprovar a ignorância, principalmente com os grupos étnicos existentes no nordeste brasileiro que foram forçados a condição de vassalos submetendo-se a regras para se manter vivo.

Foto: Marisa Vianna -Tupinambá de Olivença - BA em Camaçari - 2007

Yakuy Tupinambá

Educadora e militante do movimento indígena Tupinambá. Autora de vários textos, publicados, entre outros, nas coletâneas Índios na visão dos índios, na rede indiosonline e em Indiografie (Costa &Nolan/Itália). Técnica em economia doméstica, cursou alguns períodos de Direito na Universidade Federal da Bahia – UFBA.
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