GRITOS QUE ECOAM PEDINDO SOCORRO

15 SET 2015
15 de Setembro de 2015
Hoje, não sabemos de onde surgem, simplesmente está acontecendo o caos está generalizado. O homem na sua insignificância acreditou na possibilidade de transformar a Mãe Natureza para satisfação do ego e suprir uma necessidade que surge incessantemente sustentada pela ganância em detrimento do Poder Efêmero, afinal nada dura para sempre.

A busca pelo conhecimento sem a sabedoria ancestral tem promovido o homem a inverter valores imprescindíveis a sua permanência na esfera terrestre, o que vemos é a degradação da espécie que assola a vida, principalmente daqueles que ainda permanecem lutando veementemente na sua essência para garantir a todas as espécies o direito de existir.

Criaram uma ordem atrelada ao desenvolvimento buscando atingir um progresso dentro de uma cultura do perde e ganha, que somente tem promovido a destruição do planeta, onde a matar, mutilar, apropriar-se e tomar como proprietários dos bens naturais, sonegar, corromper (roubar), enriquecer foram transformados em virtudes corretas e desejadas, e hoje, os clamores advindos das dores que são provocadas por esse sistema caótico e destruidor estão na linha tênue de uma transformação seja para o bem ou o mal.
Percebe-se que chegou ao limiar e só nos resta escolher se continuamos para o fim de todas às coisas ou reagimos diante do torpor que nos impede de percebermos nossa responsabilidade aos fatos que contribuem para o caos mundial.

Nós indígenas rogamos para que esse homem invertido acorde, deixando de responsabilizar suas ações ao imaginário religioso principalmente, e crie coragem para lutar pela vida de todos.
Nossa consciência de mundo é o universo, diferentemente daqueles que escolheram o caminho do isolamento que individualiza e escraviza as mentes transformando-as em criminosas.
É chegada a hora da mudança se ainda acredita que pode garantir o direito de viver e também, de suas gerações!

Yakuy Tupinambá

Educadora e militante do movimento indígena Tupinambá. Autora de vários textos, publicados, entre outros, nas coletâneas Índios na visão dos índios, na rede indiosonline e em Indiografie (Costa &Nolan/Itália). Técnica em economia doméstica, cursou alguns períodos de Direito na Universidade Federal da Bahia – UFBA.

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