Lançamento de livro sobre história e resistência Krenak 

08 NOV 2018
08 de Novembro de 2018
''Entre final dos anos 1950 até meados dos anos 1990 desenrolou-se,
portanto, um período decisivo na vida dos Krenak, no qual
chegaram a perder não só as terras, mas também o reconhecimento
legal de sua existência como grupo específico. Foi um tempo de diáspora
e de exílios no qual ficou evidente que, mesmo sem área própria, mantiveram
e até reforçaram seus laços de identidade cultural que, atacada
e modificada, permanecia e se recriava, por meio da língua, das relações
de parentesco, da memória coletiva e do apego a determinado território
(em torno dos rios Eme e Doce) que serviu como ponto de aglutinação.2
E, por meio de um habilidoso e corajoso movimento de resistência,
persistiram, ganharam aliados, enfrentaram inimigos e efetivaram
a Reconquista de parte de seu território e do reconhecimento,
pela sociedade nacional, de suas condições étnicas diferenciadas.
Esse processo foi conduzido, basicamente, por duas gerações
de Krenak: uma, de mais velhos, nascida em torno dos anos 1910-20
(equivalente aos filhos e netos dos chefes indígenas que haviam efetivado
os primeiros contatos com o SPI) e que faleceu sem obter a
terra prometida".
Foto:Arquivo Público do Espírito Santo.

O livro “A saga dos Botocudos: guerra, imagens e resistência indígena”, pela Hucitec, foi pesquisado e redigido entre 1993 e 2006.Com autoria do jornalista, historiador e pesquisador Marco Morel, a obra não será comercializada mas enviada para bibliotecas. Encontra-se disponível gratuitamente no link abaixo. Aberto para quem quiser baixar e, sobretudo, divulgar.

 [Após abrir o link, clicar em “Fazer Download / Transferência” e depois em “Transferir assim mesmo \ Download anyway \ Fazer download assim mesmo”.]

Marco Morel é autor de vários livros, entre eles, em 2012 lançou o livro Corrupção – Mostra a sua Cara (Casa da Palavra), estudo sobre a corrupção no Brasil desde o início da colonização até os dias atuais.

A instalação do campo de prisioneiros étnico e político em território indígena na ditadura pós-1964, com depoimentos inéditos, é o fio condutor da narrativa na saga dos Botocudos.


Redação Yandê
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