Mulheres indígenas da Amazônia brasileira expressam mensagem ao mundo: “mulheres indígenas preservam a mãe natureza”  

08 NOV 2018
08 de Novembro de 2018

Fonte: Ascom/CIR Fotos: Mayra Wapichana

Do encantado Lago Caracaranã, patrimônio cultural e tradicional dos povos indígenas de Roraima, localizado na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, mulheres indígenas da Amazônia brasileira expressaram forte mensagem em defesa da mãe natureza: mulheres indígenas preservam a mãe natureza. O ato ocorreu durante o Encontro de Mulheres Indígenas da Amazônia brasileira, realizado no período de 22 a 24 de outubro, no Centro Regional Lago Caracaranã, região da Raposa, Terra Indígena Raposa Serra do Sol/RR.

O encontro foi marcado pela forte presença da diversidade cultural e étnica de mulheres indígenas de sete estados da Amazônia brasileira, Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Maranhão e Tocantins, originárias dos povos Baré, Waiãpi, Krikati, Mayuruna, Krahô, Macuxi, Wapichana, Sapará, Yanomami e outros povos indígenas. Houve a presença de aproximadamente 100 participantes, entre mulheres, jovens, lideranças e até crianças, que circulavam no auditório junto de suas mães.

A partir do tema do Encontro “as transformações do tempo e a medicina tradicional”, as mulheres indígenas debateram temáticas importantes como: percepção das mulheres indígenas e as transformações do tempo; participação nas políticas públicas e sustentabilidade; e medicina tradicional. Além disso, ocorreu também feira de artesanato, visita a Casa Cultural Indígena na comunidade indígena da Raposa e exibição do Filme Quentura, que trata sobre os impactos das mudanças climáticas e a percepção de mulheres indígenas da Amazônia brasileira.

Elizangela Baré do departamento de Mulheres Indígenas da FOIRN que atua com 33 associações de mulheres na região Rio Negro – AM

Entre as mulheres indígenas participantes do Encontro, Elizangela Baré, uma das coordenadoras do departamento de Mulheres Indígenas da Federal das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). O departamento atua com 33 associações de mulheres indígenas.

Sobre o trabalho realizado na região Rio Negro, Elizangela contou que em relação às mudanças climáticas, o trabalho tem sido abordado a partir das perspectiva e visão das mulheres tradicionais, que ainda estão na convivência dos mais novos. “Na nossa região, estamos trabalhando com a perspectiva e a visão das mulheres tradicionais que temos na nossa região, para que possamos recolher os conhecimentos que elas ainda têm e preservar para as futuras gerações”, disse Elizangela que, apesar do tema ser novo, mas é preocupante porque dependem da natureza para fazer o roçado, casas, colher os frutos, pescar e manter outras relações culturais e tradicionais dos povos indígenas e a natureza.

Na língua tradicional Nhengatú, Elizangela, pediu à sociedade brasileira valorização e respeito aos povos indígenas e citou como principal sobrevivência, a terra. “Os não indígenas devem nos valorizar, porque nós mulheres e juventude indígena, a gente valoriza a nossa terra. Sem a terra não podemos sobreviver”, destacou Baré em entrevista à assessoria de comunicação do CIR.

A coordenadora dos Professores Indígenas e assessora política da Associação dos Agentes Florestas do Acre, Francisca Arara, mulher de expressão forte, inicialmente, contou que falar sobre gênero é um debate interessante, porque, antes, “achavam que não eram vistas e nem valorizadas, mas depois viram o grande papel que a mulher já tem nas suas comunidades indígenas, independente de serem de organização ou não, ela  já tem o seu papel bem definido seja na participação das políticas públicas, nas assembleias, elaboração dos planos de gestão, no aconselhamento dos filhos, no cuidado com as plantas medicinais, das sementes tradicionais”, ou seja, “são as mulheres que preservam todo um conjunto de sabedorias indígena”.

Francisca Arara da Organização dos Professores do Acre e assessora política dos Agentes Floresta fala sobre políticas públicas às mulheres indígenas

Francisca participou da mesa sobre “participação nas políticas públicas e sustentabilidade”. Avaliou que, atualmente, são 640 professores indígenas, porém, quando iniciou a política de educação no Acre, só eram duas mulheres e hoje, são metade homem e metade mulheres indígenas. Foi uma conquista das mulheres, segundo Francisca, mas não conquistaram somente por serem mulheres, mas porque também os homens viram que as mulheres são capazes de estar ao lado ajudando, avaliou Arara.

Como aprendizado do Encontro, Francisca destacou a resistência, mesmo diante do caos político no Brasil. “O que aprendi aqui foi resistência, mesmo diante do caos que estamos vivendo na política. Temos a interação com o não indígena, mas a gente não deixa os nossos conhecimentos tradicionais que é muito rico, o fortalecimento da juventude e isso levarei para o meu povo”, destacou Arara, dizendo que mais do que nunca, o momento é de fortalecer o povo indígena que, diante de tanta beleza natural existente nos territórios indígenas, como é o caso de Roraima, a atenção é ainda maior.

Em Roraima, o cenário de atuação das mulheres indígenas, também é marcado pela atuação da nova geração. Gabriela Nascimento Peixoto, coordenadora regional do Surumu, uma das regiões da Raposa Serra do Sol, destacou o encontro como importante para dar continuidade à luta deixada por sua mãe, Lindalva Nascimento Peixoto, conhecida como Lindalva Macuxi (in memoria), primeira mulher a iniciar o movimento de mulheres indígenas de Roraima.

“Estou como coordenadora, e isso devo a minha mãe, Lindalva Macuxi, que pediu também que não abandonasse o movimento, mas que caminhasse com as lideranças, Tuxauas, porque somos nós que damos forças ao trabalho e ao movimento indígena na pauta sobre saúde, educação e a terra. A terra que foi conquistada com muito sofrimento tanto pelas mulheres quanto pelos homens”, recordou Gabriela, ao citar os pedidos da líder Lindalva Macuxi, nome que é dado ao auditório do Conselho Indígena de Roraima.

Peixoto lembrou que antigamente tinham muito lagos, igarapés e hoje, não são mais visto, ou melhor, são poucos vistos, porque tinha o tempo certo da chuva e isso tudo mudou. “Antigamente, tinham os lagos, igarapés, o tempo certo das chuvas e hoje, tudo isso mudou, afetando até a nossa alimentação em relação ao cultivo da roça. Plantamos, mas vem a chuva e leva a nossa plantação, além das pragas que surgem”, relatou Gabriela um pouco das mudanças que vem surgindo nos últimos tempos.

Gabriela Nascimento Peixoto, filha de Lindalva Macuxi, primeira mulher que iniciou o movimento de mulheres indígenas de Roraima

Gabriela iniciou uma discussão sobre o trabalho de reflorestamento de algumas áreas que foram danificadas na época dos fazendeiros na região Surumu. “Fico pensando nesse trabalho de reflorestamento, porque se não partir da gente mesmo, quem fará por nós”, refletiu Gabriela que, além de coordenadora regional é também uma gestora territorial, formada pelo Instituto Insikiran da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

A pauta da medicina tradicional, uma das pautas mais profunda do encontro e que trouxe para o auditório, sabedorias milenares, passada de geração em geração, principalmente, por ser um campo de domínio das anciãs que tentam repassar aos filhos, netos e a comunidade, os valores do uso da medicina tradicional. Prática que faz bem para a saúde e para o espírito.

Pomada milagrosa, medicina tradicional de Lucila Wapichana, sendo comercializada durante o Encontro.

Entre as mulheres, a matriarca da medicina tradicional em Roraima, Lucila Mota de Souza, do povo Wapichana, da comunidade indígena Malacacheta, parteira, fundadora da primeira Casa da Medicina Tradicional que, efetivamente, existe há dois anos. Às mulheres, Mota apresentou a sua pomada milagrosa, o xarope expectorante para a gripe, a pedra preta, e mais que isso, apresentou toda a sua sabedoria e delicadeza com que trata a medicina tradicional e toda natureza, conhecimento que adquiriu quando pequena, com seu pai Thiago de Souza, um rezador, fortalecida com os avós e vivenciada no dia a dia da comunidade indígena.

Lucila recordou os ensinamentos de que, segundo seu pai, “respeitar a natureza é respeitar o próprio corpo”. Aos 73 anos, face jovial e de uma disposição exemplar, Mota destaca que a sua alimentação é produzida na sua própria terra.

Matriarca da medicina tradicional em Roraima, Lucila Wapichana, diz que ” respeitar a natureza é respeitar o próprio corpo”.

 

“Respeitar para vivermos bem, respeitar o nosso corpo, porque muitas coisas estão fugindo da nossa cultura, da nossa mãe e da terra. Se a gente corta uma árvore é igual a nós, mães, quando tiram o nosso filho, porque é a árvore que segura a água”, disse Lucila, na mesa sobre medicina tradicional.

A partir de uma dinâmica interativa, as mulheres, jovens e as crianças, desenharam suas diversas formas de vida, tradicional, cultural, ambiental e outros aspectos de relação dos povos indígenas e a natureza, em um pano de aproximadamente 15 metros, com a frase que marcou o evento: mulheres indígenas preservam a mãe natureza.

Mulheres visitaram a Casa Cultura Indígena na comunidade indígena da Raposa I

Dona Joana da panela de barro recepciona mulheres indígenas no Centro Cultural Indígena, na comunidade indígena da Raposa I e fala sobre as regras tradicionais de produção da panela.

As mulheres indígenas também visitaram a Casa Cultural Indígena na comunidade indígena da Raposa I, onde é produzida a tradicional panela de barro. Recepcionadas pela artesã, Joana Raposo, a conhecida “dona Joana da panela de barro”, as mulheres sentiram a emoção de estar diante de um vasto conhecimento tradicional repassado de geração em geração.

Joana desejou boas vindas e de forma bem resumida, sem os detalhes dos saberes tradicionais, contou um pouco sobre os preparativos da produção de panela de barro, o que para ela, apesar de existirem outros objetos feitos de barro, prato, jarros, copos, mas o que é tradicional mesmo é a panela de barro. A visita ocorreu no auge dos preparativos do Festival da Panela de Barro, que será realizado no período de 9 a 10 de novembro.

O primeiro de todo o processo da produção da panela de barro é a reza, segundo Joana. A reza da pimenta, água, barro, urucum e outros instrumentos necessários para a produção. Mulher que tem bebê recém – nascido não pode fazer panela de barro, assim como mulher grávida, de luto e nem menstruada, afirmou Joana. O segredo é “não quebrar a regra”, que são várias.

Houve trocas de conhecimentos, realidades e saberes, entre as mulheres indígenas.

Coordenadora Geral de Promoção da Cidadania da FUNAI, Leia Rodrigues, participa do Encontro

A coordenadora de Promoção e Cidadania da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Leia do Vale Rodrigues, participou da mesa “participação nas políticas públicas e sustentabilidade”.

Leia Rodrigues, há 15 anos no órgão indigenista, também vem do perfil de mulheres indígenas que encararam a vida pública, sem deixar os valores e as origens da vida coletiva. Requisitos que inspiram várias mulheres indígenas que cada vez mais avançam nas discussões sobre gênero, política pública, direito, direito indígena e até mudanças climáticas, como destacado no evento, um tema novo, mas que faz parte do cotidiano de vida das mulheres indígenas.

Dinâmica de desenho do cotidiano das mulheres indígenas em suas comunidades e regiões, da natureza e do bem viver. Os desenhos foram feito em um pano de 15 metros.

Baseando – se no desenho produzido pelas mulheres indígenas, Leia destacou que foi uma forma simples das mulheres expressarem o cotidiano, mostrarem caminhos ao órgão público sobre a proteção do território, os impactos e as necessidades dos povos, especialmente, das mulheres indígenas. Explicou sobre políticas públicas, orientações que direcionam a ação do Estado, além de ser uma forma de dialogar com os povos indígenas.

Fez uma retrospectiva desde a década de 1970 sobre o processo de participação das mulheres na política e mais ainda, da participação da mulher indígena nas políticas públicas.

Reafirmou que o papel do Estado brasileiro é respeitar a especificidades dos povos indígenas, sua organização social, línguas, costumes e tradições. Outro ponto importante é quanto à implementação das políticas públicas, uma implementação de menor impacto e que possa melhor as condições de vida dos povos indígenas.

Coordenadora de Promoção da Cidadania da Funai, Leia Rodrigues reforça que o papel do Estado é respeitar as especificidades dos povos indígenas e no contexto, das mulheres indígenas.

Para as políticas públicas às mulheres é aquela que contempla as diferenças, as posições e as funções especificadas das mulheres indígenas, esclareceu Leia. “A Funai entende que o papel de vocês, como mulheres, jovens, devem ser valorizadas, porque vocês são possuidoras de conhecimentos sobre o uso, manejo da biodiversidade e um importante papel na reprodução de suas culturas”, refletiu Rodrigues ao dialogar com as mulheres indígenas no tema sobre participação nas políticas públicas e sustentabilidade.

Apesar do cenário difícil do único órgão indigenista, mas é também o único que ainda mantem uma relação direita com as políticas públicas específicas, buscando de alguma forma exercer o seu principal papel de proteção e promoção dos direitos indígenas e nesta, os direitos das mulheres indígenas. O direito de ser ouvida, compreendida e o direito de ser respeitada.

Encontro de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira, parceria entre o CIR e RCA

A realização do Encontro de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira, evento que é resultado da parceria entre o CIR e a Rede de Cooperação Amazônica (RCA). Ano passado, o mesmo evento foi realizado no Acre, com a presença da Secretária do Movimento de Mulheres Indígenas do CIR e a matriarca da medicina tradicional, Lucila Mota, do povo Wapichana.

Para a Secretária do Movimento de Mulheres Indígenas de Roraima, há um ano e oito menos, quase completando o mandato de dois anos, Maria Betânia Mota de Jesus, professora, do povo Macuxi, da comunidade indígena Aningal, região de Amajari, explicou o motivo de abordar o tema sobre mudanças climáticas.

Secretária do Movimento de Mulheres Indígenas do CIR, Maria Betania, reforça que é necessário discutir mudanças climáticas, porque cada vez mais o tempo está mudando e afetando o dia a dia nas comunidades indígenas.

“Hoje devemos cada vez mais nos preocupar com o que está acontecendo e o que ainda está por vir, principalmente, a partir da realidade em nossas comunidades indígenas em relação às mudanças do clima, as transformações do tempo”, abordou Betânia, sobre as chuvas ocorridas fora de época, o calor que afeta brutalmente a natureza, a mãe terra, como é citado por várias vezes o território indígena.

“Será que é nossa culpa, toda essa transformação do tempo. Creio que não, porque nós cuidamos da nossa mãe terra, temos preocupação com a nossa natureza, com o nosso bem viver, porque dependemos da natureza para sobreviver e isso não é só para nós, e sim, para a futura geração”, refletiu Maria na abertura do evento.

Sobre a medicina tradicional, a Secretária falou de valorização pelos próprios indígenas. “Nós temos que fortalecer a valorização da medicina tradicional, porque se não formos nós, quem dará valor a essa prática”, refletiu Maria. Uma reflexão deixada às mulheres, jovens, homens e toda geração que faz parte dessa coletividade.

Na condição de aprendiz, parceira das mulheres indígenas, como dito por ela, Patrícia Zuppi, assessora Executiva da Rede de Cooperação Amazônica (RCA), refletiu que, não somente ela, não indígena, mas como o mundo precisa aprender com os povos indígenas, porque as terras indígenas no mundo inteiro são as áreas, onde a natureza é mais cuidada, preservada. “O mundo está começando a perceber que, as terras indígenas, são as áreas mais preservadas, a natureza bem mais cuidada. Também o mundo está começando a perceber que essas terras não são vazias de gente, porque as pessoas que estão nela, sempre estiveram ali, desde os antepassados. Essa terra, como já foi dito é parte do corpo e da vida”, refletiu Patrícia, também lembrando que, se as terras ainda permanecem preservadas é devido o próprio cuidado dos povos indígenas.

Patrícia Zuppi da RCA reflete que o mundo está começando a perceber que as terras indígenas são as mais preservadas e bem cuidadas.

Zuppi compartilhou que a iniciativa de realizar o encontro em Roraima partiu no evento realizado no Acre, ano passado e desde então, os caminhos de parcerias foram construídas para realizar o importante intercâmbio e trocas de conhecimentos, saberes, tradições e lutas das mulheres indígenas da Amazônia brasileira.

Nesse processo, também houve o envolvimento e participação da gestora ambiental, Sineia Bezerra do Vale, coordenadora do departamento de Gestão Ambiental e Territroial do CIR, coordenadora da Câmara Técnica de Mudanças Climáticas no âmbito da PNGATI, membro do Comitê Indígena de Mudanças Climáticas (CIMC), além de uma trajetória de mais de 26 anos de compromisso e atuação em prol do movimento indígena de Roraima.

Sineia informou que a discussão sobre mudanças climáticas está acontecendo nas comunidades indígenas, com a participação de mulheres, jovens, lideranças e que, apesar não ter recurso suficiente para as ações, mas a organização tem buscado meios para fazer com as informações cheguem aos povos indígenas.

Gestora ambiental, Sineia Bezerra do Vale, coordenadora  do departamento Ambiental e Territorial do CIR, comenta como as informações sobre mudanças climáticas chegam até às comunidades.

A gestora ambiental é uma das protagonistas do Filme Quentura, exibido durante o evento e no último dia, 24, no Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Roraima(UFRR). O filme, com duração de 36 min, exibe o contexto tradicional e cultural de mulheres indígenas amazônicas que mantem conexão direta com o território tradicional através do usufruto coletivo, roças, medicina tradicional, artesanato, caça, pesca e o espiritual, formas de um bem viver que ao poucos vem sendo afetado com as reações climáticas sentidas com mais força a cada ano.

A produção tem a direção e edição de Mari Corrêa do Instituto Catitu – Aldeia em Cena,  produção do Instituto Catitu – Aldeia em Cena e Rede de Cooperação Amazônica(RCA) e o apoio institucional da entidade Regnskogfondet – Rainforest Foundation Norway.

No último do Encontro, as mulheres indígenas tiveram a presença da primeira indígena, mulher, Deputada Federal eleita, no Brasil, Joenia Wapichana. Joenia, eleita com 8.491 votos, pelo partido Rede Sustentabilidade, também é a primeira advogada indígena, mulher, no Brasil e recentemente, ganhou o Premio de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Joenia Wapichana, primeira indígena, mulher, deputada Federal eleita no Brasil é recepcionada pelas mulheres indígenas no Encontro.

O evento recebeu apoio das instituições, Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Fundação Ford.

Narrativas de outras mulheres indígenas estarão na edição do boletim semestral do Conselho Indígena de Roraima(CIR), que será publicado no mês de dezembro.

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