Patrimônio indígena destruído em incêndio no Museu Nacional era uma das maiores coleções do mundo

03 SET 2018
03 de Setembro de 2018
Foto: Idjahure Kadiwel
Por Idjahure Kadiwel - Rádio Yandê

O incêndio que destruiu o Museu Nacional, localizado em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, a partir da noite de ontem desapareceu com séries de coleções antropológicas, arqueológicas, botânicas e zoológicas únicas no mundo.

Estima-se uma perda total do acervo do Museu, patrimônio de inestimável valor histórico para a humanidade. No acervo de etnologia indígena, 150 anos de pesquisas haviam conseguido preservar mais de 40.000 objetos de mais de 300 povos indígenas, vários deles já extintos, uma das maiores coleções do mundo. A coleção abarcava principalmente artefatos de povos que ocupavam a Amazônia e o Brasil Central.

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, criado em 1968, foi o primeiro curso de pós-graduação em Antropologia Social do país, assim como a primeira Pós-Graduação a implementar a reserva de vagas para estudantes indígenas, desde 2011. 

O descaso que ocasionou o incêndio, além da perda geral para vários setores da pesquisa científica, significa também um luto para a memória, a história e a antropologias indígenas do Brasil.

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