Indígenas de recente contato do povo Xinane enfrentam riscos e choque cultural na periferia de Rio Branco

26 MAR 2018
26 de Março de 2018
 26/03/2018 às 19:22

  Rio Branco (AC) – Há oito meses Shirimaku e Hainuno, indígenas de recente contato com a sociedade nacional denominados de “povo do igarapé Xinane” pela Fundação Nacional do Índio (Funai), decidiram por conta própria viajar de barco com mais três parentes, Purus, Hamistar e Kada, da Terra Indígena Kampa e dos Isolados do Alto Envira, na fronteira do estado do Acre com o Peru, até a cidade de Feijó. A viagem de 519 quilômetros de distância do território tradicional foi monitorada por servidores da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Envira, subordinada à Coordenação-Geral de Povos Isolados e Recém Contatados (CGIIRC), e se estendeu à Sena Madureira, mas os jovens decidiram seguir posteriormente até a capital do estado. 

No último dia 17 de março, a reportagem da agência Amazônia Real encontrou Hainuno e Shirimaku, aparentemente com idades entre 17 e 20 anos, morando na casa de Mariquinha Jaminawa, que fica no bairro Cidade do Povo. O bairro surgiu com a inauguração do conjunto habitacional financiado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida na periferia de Rio Branco.
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