Clipes com indígenas lançados no Brasil em 2017 

25 NOV 2017
25 de Novembro de 2017
Oz Guarani - Contra Pec

Os Jovens Xondaros da etnia Guarani M'bya, criaram o grupo Oz Guarani

"Contra a Pec" 
por Geneci Mirindju e Jeferson Rose

Hei nego, hei nega
Chego Oz Guarani com vocês pra somar
Hei nego , hei nega
Contra a PEC Oz guarani pode cre é nois que ta!
Oz Guarani chego chegando com a flecha engatilhada
Pra manda essa mensagem não é idéia errada
Eu vou falar minha verdade que você não quis ouvir agora para e me escuta chego Oz guarani
A nossa terra não nos suja o que nos suja é seu papel 
Suas leis e vaidades, o seu ódio cruel
Crianças quer crescer, os jovens quer viver, e a nossa natureza estão matando então por quê?
Então demarque nossas terras e entende a nossa luta,
Seu dinheiro não vale nada não me trata como puta.
Na cidade corre o sangue do meu povo assassinado 
A Europa fico rica desse ouro saqueado
Na lembrança vem o pico do meu povo escravizado 
Por um velho sardinha que devia estar enlatado
Nesse historia mentirosa que não foi nosso passado, violenta e truculenta nois não tinha aliados
Xerentarã kuery tataypy há’ejavi nhãporandu nhanderu kuerype tapé tomoenxakã ko’e nhavõ kyringué’i tonhevanga tovy’a mbaraete ome’e i Ava heta va’é kuery ndoikuaai mba’epa ojapo nhande kuery ndajakiy jei nhanhea’ã nhande yvy re tupã kuery Juruá tomo kangy
Salve salve Xondaro mc’s jamais vou esquecer 
Da minha cultura, da minha raiz, pobre índio eu sou feliz
Sempre que eu quis o Rap me ajudo
Aqui nessa aldeia nois tem nosso valor, não queria citar mais eu digo pra vocês, sofrimento...
A cada dez metro no relento na garoa, índio só lamento e não a toa 
Barraco de madeira no meio da cidade, na selva de pedra onde impera a maldade
Aqui é sem massagem, aqui o papo é reto, não olha torto branco índio não é correto 
A lei eles que faz, olhar pra nois jamais, nós só queremos paz um pedacinho de terra pra nois ta bom de mais.
É por isso o Bra$il pra nois nunca existiu Pedro Alvares Cabral nada descobriu ...
Pedro Alvares Cabral nada descobriu...
Xerentarã kuery tataypy há’ejavi nhãporandu nhanderu kuerype tapé tomoenxakã ko’e nhavõ kyringué’i tonhevanga tovy’a mbaraete ome’e i Ava...
Avó Malinga, Estou tão longe ainda - Akaaruke

etnia Terena
Já faz tanto tempo que estou fugindo a pé
Nessa caminhada acendo um chaí e faço um fogo pro café
Na mochila quase nada, 
Apenas uma faca, um isqueiro e um pouco de fé
E um Itâka que canta alto, 
Fazendo lembrar quem já se foi
Mas parece que estou tão longe
Mas parece que estou tão longe
Avó Malinga
Do rio Ápa ao Taquari
Na serra de Mbarakajú
No alto do Paxixi 
Até as Minas de Potosi
Tudo nosso mboinu (irmão)
Konokua kaxunakoati (precisamos ser fortes)
Aneye kixovoku unatí (esta ai nosso jeito bom de ser)
Por favor, Arancuã
Leve esse canto em suas asas
Quem sabe amanhã estarei em casa
Junto aquém nunca me esqueceu
Pois todo sonho faz lembrar quem sou eu
Mas parece que estou tão longe
Mas parece que estou tão longe
Avó Malinga
Do rio Ápa ao Taquari
Na serra de Mbarakajú
No alto do Paxixi 
Até as Minas de Potosi
Tudo nosso mboinu (irmão)
Konokua kaxunakoati (precisamos ser fortes)
Aneye kixovoku unatí (esta ai nosso jeito bom de ser)
Tudo nosso mboinu (irmão)
Konokua kaxunakoati (precisamos ser fortes)
Aneye kixovoku unatí (esta ai nosso jeito bom de ser)


Brô MC’s- Manga Ñembosarái” (Jogo de bola com os pés)


Oxóssi - Sete Flechas
etnia Karajá

Oxóssi na casa 
Na asa imaginação 
Afiando a caneta espada
Lutando com as própria mão!

Jiary berohykA riore rare
Walahi harityhy rare 
inytori jahuri wanire
Benora wadee awire

Hawaki rasyny myhare
Wabiowa ijodire
Otuni wadee awire
Iny boho-ki awirenyre 

Abrindo os caminho
Sem medo dos tombo 
Nasci do encontro de luta
Entre a aldeia e o quilombo 

O amor multiplica 
A pergunta que explica
A lambança que fica
É fruto da ignorância politica

Ruralista Aqui sai da reta 
Respeita o grito da floresta 
Racista revista e me planta desgraça 
A TV só confunde a bagaça 

O nome da farsa 
É reforma escravista 
O conflito já tá bem à vista
E a paz nunca veio de graça!

Eles me expulsaram da escola
Eu vim aprender nas viela 
A culpa é da rua eu sempre foi dela
E vivo no mundo da lua

Meu Luto é voto no Lula 
A culpa nunca foi minha
A cegueira tá usando lupa
Pik terrô dos coxinha

No mato o figth é de foice
Invadindo a cena o problema
Poema esquema no coice
Mais perseguido que o Choice

A melhor parte desse meu ócio
É bater no agronegócio 
Nosso povo segue oprimido 
E os pivete tão no comprimido 

Dez anos nessa capital
E C nunca me viu! Incrível... 
Dizem que Índio no matagal 
É Guerreiro invisível! 

Canto pranto e revolta 
Exigo minha terra de volta
E que se foda os processo
Eu quero é cota no congresso

Réu confEsso Pik Rodin odi
Atitude no verso de escolta
Ganho asa e num perco raiz
Poesia é o ki sempre quis

Na dúvida fui lá e fiz 
Me chamam: esquerdopata idiota 
Esculacho os escravocrata 
Já viu nativo poliglota? 

Disparo uma flecha SÓ 
Na trincheira nunca corro SÓ 
E PA queles que num acredita
Essa reza é o cartão de visita!

Resisto, escrevo e espero!
Banqueiro pare o genocídio 
Martírio de Mãe ou infanticídio?
Axé perguntou o que eu quero!
Katú - Aguyjevete
Índio do Brasil - Matsipaya Waura Txucarramãe

Versificado #2 Ian Wapichana
Kunumi MC - Meu Sangue É Vermelho
'Hekitege lege' Conrad Murray, and the Kuikuro Boys
Oz Guarani - Somos todos da mesma nação
Mokuka Kayapó & Mingugu - Beture
Redação Yandê
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