Memória da luta pela reconquista do território Santa Cruz 

12 OUT 2017
12 de Outubro de 2017
Fotos: Mayra Wapichana 
Ascom/CIR


Com o sentimento ainda de dor, tristeza, mas acima de tudo, de alegria e de libertação, os povos indígenas, Macuxi, Wapichana, Taurepang, Patamona e Ingaricó, das quatros regiões que compõe o território tradicional Raposa Serra do Sol, Serras, Surumu, Baixo Cotingo e Raposa, celebram neste dias, 11 a 15 de outubro, na comunidade indígena Santa Cruz os 30 anos de libertação do território Santa Cruz. Com a presença de mais de 400 indígenas, o evento " Santa Cruz 30 anos da opressão à libertação" iniciou ontem, 11, com a recepção das lideranças indígenas, mulheres, jovens e demais convidados. 
A recepção foi feita pelo grupo de animação " o coração da Raposa" que formaram uma simbólica corrente para receber os líderes que marcaram a batalha de Santa de Santa Cruz, como é conhecida, mas também os lideres atuais que dão continuidade a essa luta, após a conquista do território. Com cantos e danças tradicionais, deram início a celebração tão esperada, pois são 30 anos de reconquista. 

Participam da celebração as lideranças tradicionais que enfrentaram corajosamente os fazendeiros e jagunços na época da retomada, Lázaro da Silva(Pedra do Sol), Alcides Constantino(Barro), Rufino Afonso de Souza(Raposa II), Juvenal Mendes (Laurau), Laurentino José de Lima(Willimon), Osvaldo José de Lima(Willimon), Lauriano Afonso da Silva(Lage), João Batista da Silva(S.Grande), Jose Nilton Gale(São Francisco), Luis da Silva(S.Grande), Aderaldo Inacio(Cutia), Francisca da Silva(S.Grande), Constâncio Constantino(Banco), Abrain Joaquim Guariba(Nova Santa Cecília), Jacir José de Souza(Bem Viver), Desmano( Jacarezinho), Maria Cleonice Servino, uma das mulheres que enfrentaram junto com os líderes da retomada do território, grávida de 3 meses foi agredida e até hoje, sua filha, sofre com as marcas da violências e a presença do líder, Orlando Pereira da Silva, 71 anos, da comunidade Uiramutã, símbolo de coragem e de conquista. 

Nesta ocasião, a celebração também contou com a atual geração de lideranças indígenas, Enock Barroso Tenente, coordenador geral do CIR, Maria Betânia Mota de Jesus, Secretária do Movimento de Mulheres Indígenas e Edite Andrade, coordenadora estadual da Organização dos Professores Indígenas de Roraima(OPIRR), juntos também fizeram memória da caminhada e continuidade da luta.

Ontem, 11, primeiro dia, teve a memória da luta pela reconquista do território Santa Cruz, originalmente, conhecida como Xununu Tamu. O evento continua nos demais dias com uma vasta celebração.
Mais informações em breve. Confira o registro fotográfico da simbólica e histórica celebração dos 30 anos de reocupação do território da Santa Cruz.

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