CANÇÃO PROTESTO PELA DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS

19 ABR 2017
19 de Abril de 2017
Djuena Tikuna, do Amazonas, grava com grandes nomes da MPB. A música faz parte da campanha pela demarcação de Terras Indígenas, promovida pela APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Greenpeace, entre outros parceiros. A canção intitulada “Demarcação Já” possui 21 estrofes, interpretadas por diversos artistas da Música Popular Brasileira como Gilberto Gil, Ney Matogrosso Maria Betânia, Zeca Baleiro, Elza Soares, Dona Odette, Lenine, Nando Reis, entre outros. Uma das vozes que participam do trabalho é a da cantora indígena Djuena Tikuna que faz um dueto com a cantora Marlui Miranda, pesquisadora musical e ativista dos direitos indígenas. Assinam os versos da canção-manifesto, o cantor Chico César e o compositor Carlos Rennó, a produção musical é de Apollo, o vídeo clip tem direção de André Vilela.

O projeto vai ser lançado no Acampamento Terra Livre, a assembleia anual do calendário de lutas do movimento indígena, que acontece entre os dias 24 e 27 de abril, na Esplanada dos Ministérios em Brasília - DF. Natural do Amazonas, da região do alto Solimões, a cantora Djuena é do povo Tikuna e está concluindo as gravações do seu trabalho intitulado Tchaütchiane (A saudade da Aldeia). “Recebemos com muito respeito e carinho a indicação da nossa liderança Sonia Guajajara, coordenadora da APIB, que conhece nosso trabalho e compromisso com a cultura para participarmos desse projeto “Demarcação Já””.

 A cantora destaca sua participação na canção e acredita que essa é uma resposta dos artistas às tentativas de genocídio que estamos enfrentando com o Estado brasileiro e seus representantes da bancada BBB (do Boi, da Bala e da Bíblia). “Vivemos tempos tristes com toda essa violência e perseguição às minorias, em especial aos povos indígenas. Celebramos a resistência de nossos parentes que há mais de 500 anos lutam pela proteção de nossos territórios e pela vida da floresta, mãe de todas as gerações”.

Djuena Tikuna se divide entre a conclusão da faculdade de Jornalismo e as gravações do CD em Manaus, bem como a divulgação do seu trabalho em São Paulo e em outras partes do país, o qual tem recebido uma boa aceitação do público. “No começo de abril fizemos uma apresentação no SESC Sorocaba, o convite veio após nossa participação na abertura da Bienal de Cinema Indígena no final do ano passado na capital paulista. As pessoas que acreditam na luta dos povos indígenas partilham dos mesmos ideais, elas estão em sintonia. Acredito que estamos conseguindo divulgar um pouco da música indígena para essas pessoas e buscando mais parceiros para causas importantes como a demarcação dos nossos territórios”.

Fonte:Diego Janatã
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