CIR pede providência ao ato criminoso contra indígenas ocorrido em Boa Vista

24 MAR 2017
24 de Março de 2017

FotFFoto: Gezenaira Paulino/Arquivo pessoal

CIR pede providência ao ato criminoso contra indígenas ocorrido na madrugada desta sexta-feira, em Boa Vista(RR)

Com o filho nos braços na hora do curativo feito nas queimaduras, a mãe Gezenaira Paulino, 28 anos, chorava ao ver o sofrimento do filho de 1 ano e 4 meses, ambos, vítimas de uma tentativa de incêndio, ato barbárie, ocorrido na madrugada desta sexta-feira, 24, em Boa Vista. Gezenaira, da etnia Macuxi, moradora da comunidade indígena Parnasio, região da Raposa, Terra Indígena Raposa Serra do Sol, acordou por volta das 4h com a explosão do fogo ateado nela e no filho.

No filho, a maior parte das queimaduras foi no abdômen, braço, rosto e na mãe, no rosto e braço esquerdo. Estudante do Curso de Licenciatura Intercultural do Instituto Insikiran, Gezenaira com menos de um mês na cidade e morando provisoriamente na casa de familiares no bairro Mecejana, em Boa Vista, enquanto cursa, contou que devido o calor a noite resolveu dormir na varanda da casa de sua cunhada e há três dias já vinha nessa rotina. Porém, nessa madrugada, acordou com esse atentado que, segundo ela, não sabe a razão e nem viu quem cometeu tamanha falta de humanidade. “Parece que não é humano quem fez isso”, disse a estudante bastante assustada e triste com o fato. 

“Nunca fiz nada para ninguém, para alguém fazer isso comigo e com o meu filho”, expressou a estudante. 

Pediu ainda que a Polícia investigue o caso, “só quero justiça com quem fez isso com a gente”, pediu Gezenaira. A Polícia Civil foi acionada após o ocorrido, as buscas foram feitas no bairro e não localizou nenhum suspeito. 

Mãe e filho foram encaminhamos ao Hospital Materno Infantil, onde recebem atendimento médico. Não tem previsão de alta. 

O Conselho Indígena de Roraima – CIR repudia o ato e pede punição aos culpados, para que nenhum outro caso seja cometido contra ninguém. 

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