POR UMA EDUCAÇÃO DE RESISTÊNCIA

26 OUT 2016
26 de Outubro de 2016
Por: Djuena Tikuna 
Fotos:Diego Janatã

Segue acontecendo na maloca intercultural da Universidade de Brasília, o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, voltado para educadores populares indígenas, estudantes, artistas e pesquisadores. 
Palestrantes parceiros do movimento indígena estiveram presentes como Cleber Buzatto, Secretário Executivo do CIMI - Conselho Indigenista Missionário e do Professor Antônio Dari, Diretor da Faculdade Intercultural Indígena da Universidade Federal Grande Dourados – UFGD.

Segundo o representante do CIMI, é preciso estar atento aos grandes inimigos dos povos indígenas no Congresso, que são os autores de propostas de extermínio dos povos indígenas como a PEC 215, PEC 241, entre outras. Buzatto destacou também que o evento e de suma importância para os professores indígenas. “É uma forma de ressaltar e alimentar essa perspectiva da luta pela defesa de seus projetos de vida e futuro dos povos originários do Brasil”.

Para o diretor da Faculdade Intercultural Indígena da UFGD, professor Antonio Dari, é necessário se trabalhar a escola verdadeiramente indígena, como uma educação especifica diferencia e bilíngue. Segundo o professor é necessário se construir uma escola de resistência, com pensamento e práticas verdadeiramente indígenas, e não uma mera reprodução do conteúdo do branco. “A Escola de resistência é uma escola diferenciada, ela só é diferenciada porque é de resistência, primeiro ela resiste ao sistema educacional brasileiro. E os povos indígenas exigem que ela seja uma escola diferenciada, isso já mostra que é uma escola de resistência enquanto concepção, agora como enquanto implantação nas terras indígenas, efetivamente ela tem que continuar com esse processo de resistência”.

Durante a tarde de ontem, 25, os participantes da Fórum estiveram reunidos em uma passeata que seguiu na esplanada dos ministérios em direção aos Ministérios da Saúde e Educação.

Segue a programação do terceiro dia de atividades com rodas de conversa em grupos de trabalho para discursão sobre a conjuntura nacional da Educação Escolar Indígena, como forma de subsidiar a construção do documento final, intitulado Carta de Brasília.

Durante todo o dia acontecem apresentações culturais indígenas, de diversas partes do país, exposição de artesanato e demonstração de costumes tradicionais, como uma Casa de Farinha, trazida pela delegação do Amazonas. O fórum segue com suas atividades políticas, pedagógicas e culturais até o próximo dia 28, na Maloca Intercultural da Universidade de Brasília.                        
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