MPF/RO processa Jocum e Atini por documentário inverídico de infanticídio indígena

03 MAI 2016
03 de Maio de 2016
O Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) por meio de uma ação civil pública contra a entidade Jovens Com Uma Missão (Jocum) que possui sede em Brasília com unidade em Porto Velho e a organização Atini. A ação é por causa do vídeo “Hakani – Voz pela Vida”, que exibe cenas de simulação de práticas de infanticídio em comunidades indígenas gravadas com truques cinematográficos de hollywood.

Crianças e adultos indígenas da etnia Karitiana participaram das gravações, povo que não prática infanticídio em sua cultura e que passou a sofrer discriminação por causa do documentário. 
Na ação, o MPF/RO pede que a entidade Jocum e a organização Atini sejam condenadas pela Justiça por dano morais coletivos. Pede que as instituições paguem indenização de R$ 3 milhões.

No making of aparece a seguinte informação "Nenhuma criança se feriu durante as filmagens. As cenas de enterro, apesar de parecerem reais, foram feitas com truques cinematográficos de Hollywood. O diretor do filme, David L. Cunningham, utilizou bolo de chocolate esfarelado para parecer terra. Uma brincadeira foi feita então, onde as crianças foram convidadas a comer a “terra” de chocolate e então, com truques de fotografia e edição, as cenas de enterro foram produzidas. A criança que interpreta a pequena Hakani bebeu leite com chocolate que imitava uma poça de lama, e comeu balas de goma em formato de minhoca!''.

Além de serem cenas inverídicas de infanticídio que o público acaba acreditando serem reais, o povo usado para atuar nada tem haver com essa prática.

Redação Yandê
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